quinta-feira, 3 de julho de 2008

Editoria Teatro/Segunda Matéria/Link interno novas peças absurdas

Na primeira página tem um link que vem para essa p/ mostrar as novas peças desse gênero

Os novos Absurdos

O Longo Caminho















Público e personagens sonham juntos em O Longo Caminho, o teatro do absurdo do Grupo Delírio Cia. de Teatro. A peça traz os personagens Ogre e Magri, dois clowns distraídos, e suas reflexões sobre os mistérios da vida.

É um espetáculo em que começo, meio e fim não existe. Uma história não-linear, dotada de um enredo livre e poético. As idéias que trilham o caminho dos dois protagonistas são baseadas em grandes nomes da literatura universal, como Julio Cortazar, Lewis Carrol, Oscar Wilde, Franz Kafka e Clarice Lispector. Todos estes possuem em comum uma linguagem surrealista. O sonho é levado para o palco.

Um espetáculo em que o não-convencional predomina. Um excesso de subjetividade que, no entanto, abre diversas possibilidades de compreensão para o público. Com esquetes que mudam de significado de acordo com quem assiste a elas. Este é O Longo Caminho. É o teatro do absurdo.


Bolacha Maria, Um Punhado de Neve Que Restou da Tempestade













Situações cotidianas onde os personagens contam histórias banais que vão se unindo uma a outra é o tema central da peça Bolacha Maria - um punhado de neve que restou da tempestade. A montagem da Armadilha Cia. de Teatro, é baseada no texto do jornalista Manoel Carlos Karam. Segundo a diretora Nadja Naira, responsável pelo espetáculo, a nova montagem tem elementos do teatro do absurdo e do teatro lírico, levando o espectador a mergulhar em casos curiosos. O elenco é formado por Alan Raffo, Alexandre Nero, Sol Faganello, Tatiana Blum e Diego Fortes, que além de atuar é diretor da companhia.


O Céu Cinco Minutos Antes da Tempestade










A influência de Beckett, ícone do teatro do absurdo, pode ser percebida em O Céu Cinco Minutos antes da Tempestade,de Silvia Gomez. A peça foge da narrativa linear. E por meio da relação entre os membros de uma família, o texto também acaba abordando questões sociais. Em cena, aparecem Denise, a filha dopada pela própria mãe enfermeira; Isabel, a mãe que prefere manter Denise inconsciente enquanto espera a volta do marido; Artur, o pai que abandonou a família e se faz presente apenas por meio de cartas. Um quarto personagem, mascarado, funciona como uma espécie de condutor que guia as ações de todos.

Fragments
















Composto por textos curtos de Beckett, Fragments, o novo espetáculo da companhia do diretor inglês Peter Brook, considerado um dos principais encenadores do século XX, é uma colcha de retalhos. A companhia traz "Rockaby" (sobre a solidão de uma mulher), "Rough for theatre I" (com a relação entre um cego e um homem numa cadeira de rodas), "Act without words II" (sobre a rotina diária de trabalho), "Come and go" (com as fofocas trocadas por três idosas) e "Neither" (adaptação de um libreto de ópera).

A busca por simplicidade fez Peter Brook utilizar apenas três atores durante a peça, além de criar movimentos um tanto minimalistas, num clima de cinema mudo, como em "Act without words II". Brook - que de Beckett já montou "Dias felizes", em 1995 - também dá mais humor ao autor em Fragments. Lá ainda estão os sinais da melancolia de Beckett, mas Brook tenta distanciar o dramaturgo irlandês dos rótulos de pessimista e negativo que lhe são comumente atribuídos.


Idiota no País dos Absurdos

De George Bernard Shaw, adaptação e direção de Domingo Nunes. Com Hélio Cicero, Eliseu Paranhos, Priscila Jorge e outros. No texto, filiado a estética do teatro do absurdo, o dramaturgo irlandês conta a história do pastor de uma igreja que participa de estranhas experiências sexuais que envolvem perversões, incestos e pedofilia para criar uma raça supostamente perfeita. A obra, nunca antes traduzida para o português, é estruturada na forma de comédia absurda. A peça apresenta semelhanças com o Brasil, algo buscado pelo grupo. Nesta obra Shaw aplica sua noção de narrativa sem enredo, estruturada sem lógica aparente.


Veja também:


O Processo


O Processo,adaptação do romance homônimo de Franz Kafka. Direção e adaptação de José Henrique. Com Tuca Andrada e outros. A peça permanece atual e dialoga com o cenário sociopolítico do país. Tuca Andrada vive Josef K., um alto executivo absorvido pela burocracia que, ao acordar, descobre que está preso e sendo processado. Em cena, Josef K. percorre o labirinto, onde encontra 50 personagens interpretados pelos nove atores que completam o elenco. Os arquivos viram elemento cênico, pois os personagens são criados a partir de adereços tirados de lá, como chapéus, luvas e laços.Na montagem, o diretor tenta valorizar o humor, mas apesar de Kafka ter sido um judeu bem-humorado, o lado pesado não pode deixar de existir, já que seus personagens vão se tornando estranhos.


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