quarta-feira, 28 de maio de 2008

Editoria: Cinema


Cursos Gratuitos de Cinema em Nova Iguaçu

Cursos comunitários de audiovisual recebem um número cada vez maior de jovens apaixonados pelo cinema.

Por Cristina Gusmão




Uma das maiores novidades do cinema brasileiro contemporâneo é o trabalho de produção em vídeo realizado nas comunidades de favelas e periferias. A importância da inclusão social através da cultura proporcionou a troca de conhecimentos entre profissionais do ramo e jovens de baixa renda. Conseqüentemente as comunidades assumiram a responsabilidade de criar e expressar seus anseios ,surgindo assim projetos como a Cufa-Central Única das Favelas, o projeto Reperiferia e a Escola Livre de Cinema, em Nova Iguaçu.

O núcleo de audiovisual da Cufa está a seis anos capacitando os jovens através de aulas, atividades e palestras com profissionais renomados do mercado audiovisual. Situado na Cidade de Deus, o núcleo atua em duas vertentes: na capacitação de jovens para o mercado e na produção de curtas, vídeos e peças audiovisuais.

Já a Escola Livre de Cinema de Nova Iguaçu, que é a primeira escola de audiovisual da Baixada Fluminense, funciona desde julho de 2006 no Bairro de Miguel Couto. Sob a direção do cineasta e diretor teatral Marcus Vinícius Faustini, a Escola é fruto da parceria entre o projeto Reperiferia e o programa Bairro Escola da Prefeitura de Nova Iguaçu.

A escola acumula duas produções de sucesso. O documentário “Cante um funk para um filme”, que reúne moradores do bairro cantando e falando sobre a importância do ritmo em suas vidas. Outro trabalho é uma vinheta de animação para exibição pela Rede Globo durante os Jogos Pan-Americanos, que foi criada por um grupo de ex-alunos.

Criada para ser uma das atividades integradas ao projeto Escola-Bairro, a proposta do projeto é oferecer educação em tempo integral a jovens da rede pública municipal. Atualmente possui cursos livres que atendem 150 alunos, da 5ª à 8ª séries, da Escola Municipal Janir Clementino, além de turmas aos sábados para a comunidade em geral. O curso abrange técnicas de animação, roteiro, construção de cenário e sonorização.Já o curso profissionalizante, voltado para pessoas com o ensino médio completo, inclui donas-de-casa, ex-alunos do curso livre da escola, cineastas amadores e universitários, entre outros. São moradores de Nova Iguaçu e até mesmo de outras cidades do Rio de Janeiro.

Elayne Gonçalves, moradora de Belford Roxo, iniciou o curso em setembro de 2007. Ela conta que aprendeu sobre tipos de planos, edição, câmera, roteiro, documentário, etc. Questionada sobre o seu objetivo profissional a partir de agora, a estudante revela: "Quero aprender tudo que for útil para edição e operação de câmera para aprimorar meu trabalho".

Entre os dias 23 de abril e 04 de maio aconteceu o , Iguacine - 1° Festival de Cinema da Cidade de Nova Iguaçu. Realizado pela Escola Livre de Cinema com o patrocínio da Prefeitura da Cidade de Nova Iguaçu, é o primeiro festival audiovisual sediado na Baixada Fluminense. O Iguacine invadiu a cidade e foi atrás do seu público. Além de mostrar os filmes nas principais salas de cinema da cidade e centros culturais, o festival criou um circuito de exibição alternativo em locais por onde os moradores circulam no seu cotidiano. Praças, ruas, videolocadoras, e até mesmo um parque de diversões, tornaram-se locais de exibição.

O Iguacine teve em sua programação 7 mostras: Competitiva Nacional, Panorama Nacional, Homenagem, Filme de um homem só, Bairro Escola, Coletores de Imagens e Filmes de Celular.

Fonte: www.reperiferia.com.br

TV PÚBLICA NO BRASIL
Em 2 de Dezembro entrou no ar a TV Brasil (colocar link do site), união do patrimônio da Empresa Brasileira de Comunicação (Radiobrás) e da Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto (Acerp). Sintonizada no canal 2 no Distrito Federal e nos estados do Rio de Janeiro e do Maranhão, e também na Amazônia, por meio de antena parabólica, desde o dia 14 e Maio, já pode ser assistida, em São Paulo, pelo canal 4 da NET.
A idéia da nova emissora está vinculada à recém-criada Empresa Brasil de Comunicação (EBC) (colocar link). A programação, segundo os diretores, seria definida a partir de sugestões e da participação interativa dos telespectadores, a fim de oferecer para que a sociedade civil tenha voz ativa e participação direta, a fim de oferecer uma “programação diferenciada da que é exibida pela TV comercial, com ênfase na informação artística, cultural e científica, no bom jornalismo, no debate das questões nacionais, na expressão da pluralidade social”, como divulgado no site (colocar).
A TV pública não pode e não deve fazer publicidade comercial, de produtos e serviços. A experiência internacional mostra que as TVs públicas são viáveis e podem cumprir um importante papel na oferta de fontes diversificadas de informação e entretenimento.A mais conhecida é a BBC inglesa.
Apesar das condições públicas ainda serem algo a discutir em termos de viabilidade e praticidade, um dos fatores que possibilitaram a criação da TV pública foi a adoção do padrão digital. “A chegada do país ao padrão digital amplia o espectro de canais disponíveis. O Governo Federal dispôs-se a viabilizar o projeto, cedendo seus canais (TVEs do Rio e do Maranhão, canal de São Paulo e Radiobrás)”.

Cobertura completa: http://www.agenciabrasil.gov.br/coberturas-tematicas/2006/11/22/cobertura_tematica.2006-11-22.6916409674
Publicado na década de 1930, Admirável Mundo Novo do escritor inglês Aldous Huxley além de visionário é também um livro muito intrigante, para não dizer provocador.
Se hoje nos incomodamos com a sociedade que se comporta de forma individualista, programada e que distorce certos valores, vai intrigar-se ao ler essa obra que já na década de 30 toca em assuntos como felicidade através de pílulas, ausência de liberdade, reprodução da espécie em laboratórios, classificação dos seres em castas, consumo desenfreado, tudo isso se constituindo como padrões de comportamentos humanos.
Mais de setenta anos se passaram e reconhecemos nessa brilhante obra valores e comportamentos que deixaram de ser ficcionais e que passaram a fazer parte de um mundo real, concreto.
Admirável Mundo Novo pode ser considerado uma obra-denúncia do processo de desumanização que passa o ser humano. E nos leva a pensar se é exatamente isso que queremos para a sociedade contemporânea e até onde essa desumanização irá nos levar.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

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